Corar vermelho sangue
Um traço contínuo… Corres…corres…corres…corres…
Traço encarnado que lhe faz parar os pensamentos, fazer o quê?
Torce a cabeça á procura do princípio da estória, do começo do mundo, que lhe fez corar vermelho sangue; Corre à procura do que abomina e atrai, um risco, um caminho…foi buscar uma faca, quer percorrer a cor até doer; olha para ela estendida na mesa, à sua espera, que se decida” Quero-te tanto que doi!!!” Os demónios tentam sair pela ferida aberta que decidiu; pensamentos encarcerados gritam com voz de menino, querem explodir sobre a pele que não abre, fuma outro cigarro…tenta outra vez…
“estou mais resistente” pensa admirado; demónios timidos batem contra a parede, outra vez, continuamente atormentam-lhe a pele fina e azul como o fumo de um cigarro, que quase acaba, ” Que FÓDA!!! acabo o cigarro num minuto sem pensar no que interessa…”
Veloz, anda de cabeça entornada em copos vazios, distorcidos, a voar num mar de vivências cinzentas e quase que morre numa alegria que não é a dele, é quase uma mistura da imagem que foi, disfarçada e doente de solidões, tristezas encobertas de histéricas gargalhadas.
Surdez
Houve um dia que me esqueci de mim…e quis encontrar o que de mim fugia…a consciência!!!
Dei conta que estava magoada,não queria nada comigo
Chamou-me “Ouves-me??, estou aqui! OUVES-ME??…”
Não ouvi..fiz-me de surda
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